O sigilo profissional na psicoterapia é a garantia ética e legal de que tudo o que é compartilhado pelo paciente durante as sessões — e até mesmo o próprio fato de que aquela pessoa está em atendimento — permanece sob confidencialidade. Previsto no artigo 9º do Código de Ética Profissional do Psicólogo (Conselho Federal de Psicologia — CFP), o sigilo não é apenas uma regra formal: é a condição básica para que alguém possa falar com liberdade sobre suas dores, dúvidas, contradições e receios sem medo de exposição.
Este texto é informativo e apresenta as diretrizes éticas da prática psicológica no Brasil.
O que está protegido pelo sigilo na terapia?
A confidencialidade abrange todo o conteúdo trazido aos encontros clínicos, seja no consultório presencial ou na psicoterapia online:
- Relatos pessoais, familiares, afetivos e profissionais: pensamentos, memórias, conflitos conjugais, questões de trabalho ou vivências íntimas.
- A própria identidade do paciente: o psicólogo não confirma a terceiros (familiares, parceiros, empregadores ou conhecidos em comum) que determinada pessoa faz ou fez acompanhamento no consultório, salvo com autorização expressa do próprio paciente.
- Registros de acompanhamento: as anotações técnicas do prontuário são de acesso restrito e guardadas sob responsabilidade ética do profissional, conforme normas do CFP.
E quando familiares ou parceiros entram em contato com o psicólogo?
No atendimento de adultos capazes, o vínculo ético do contrato terapêutico é estabelecido diretamente com o paciente. Isso significa que, mesmo que um cônjuge, pai ou mãe procure o profissional pedindo informações sobre o andamento das sessões — ou até mesmo quando um familiar auxilia no pagamento da terapia —, o conteúdo das sessões não é compartilhado.
Qualquer eventual conversa com familiares ou com outros profissionais de saúde (como o médico psiquiatra, em acompanhamentos conjuntos) acontece apenas após diálogo prévio e consentimento explícito do paciente, compartilhando somente o estritamente necessário para o seu cuidado.
Existem exceções previstas no Código de Ética?
Sim, mas são situações extremas e rigorosamente delimitadas pelo artigo 10 do Código de Ética Profissional do Psicólogo, voltadas à proteção da vida e da integridade física, buscando sempre o menor prejuízo. Na prática clínica, isso se refere a cenários de risco grave e iminente à própria vida ou à vida de terceiros, ou situações específicas previstas em lei. Ainda assim, mesmo nessas circunstâncias raras, a conduta técnica prioriza envolver o paciente e acionar a rede de proteção de forma ética e restrita ao indispensável.
No consultório da Psicóloga Camila Freitas (CRP 06/201444), tanto nas sessões presenciais na Vila Nova Conceição quanto nos atendimentos por videochamada, o compromisso com a discrição, o respeito e o sigilo orienta cada etapa desde o primeiro contato.
Como o sigilo funciona na psicoterapia online?
Na modalidade online, o dever ético do psicólogo é exatamente o mesmo do atendimento presencial. Do lado do profissional, a sessão é conduzida em ambiente fechado, com isolamento acústico adequado, uso de fones de ouvido e plataformas seguras, sem gravação das chamadas. Também orientamos o paciente a escolher um local reservado em sua rotina para que se sinta à vontade durante os 50 minutos de sessão.
Se você tinha receio de iniciar terapia por dúvida sobre a confidencialidade do que seria dito, saiba que o espaço clínico existe justamente para acolher o que não encontra lugar seguro em conversas comuns.
Atendimento presencial em São Paulo (Vila Nova Conceição) e online. Entre em contato pelo WhatsApp.
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